A família costuma ser o primeiro ambiente de socialização das crianças, é nesse meio que se inicia o desenvolvimento motor, cognitivo, emocional e afetivo. Por isso, é necessário ter cuidado e estar atento à rotina da casa, como horários de sono, alimentação, higiene e lazer e quem frequenta o espaço, evitando brigas e prezando sempre pela segurança e bem-estar de crianças e adolescentes.
Por muitos anos, apenas um tipo de organização familiar foi considerada válida, diferentemente do que acontecia na prática, afinal mesmo que o senso comum, pautado principalmente por uma moral religiosa, afirmasse que o núcleo familiar poderia ser composto apenas por pai, mãe e filhos, já existiam outros arranjos e dinâmicas menos tradicionais. É importante reconhecer, respeitar e conviver com famílias diversas, sejam essas monoparentais, chefiadas por mulheres na maioria das vezes, compostas por casais homoafetivos ou rearranjadas, compostas por padrasto, madrasta e enteados.
Dessa maneira, é possível entender que cada família possui um funcionamento próprio, que precisa fazer sentido e funcionar para os membros que a compõem. Portanto, caracterizar a dinâmica familiar em funcional ou disfuncional pode ser arriscado, pois as relações entre os membros são complexas e envolvem outros fatores além da parentalidade, como conflitos geracionais, finanças, autonomia, regras e combinados. Uma família funcional também pode causar sofrimento, associado a emoções e situações negativas ou traumáticas, mas a funcionalidade ainda será medida pelo contexto histórico e temporal.
Uma certeza que podemos considerar é que a família precisa ser um espaço seguro e organizado para que todos os membros possam se expressar, compartilhar assuntos variados, tomar decisões, sentirem-se parte do grupo, serem acolhidos, cuidados, respeitados e amados, sem que haja negligência, alienação e violência.