Janeiro Branco: mês da conscientização da saúde mental

Neste mês o debate sobre a importância da saúde mental e a promoção do bem-estar emocional são assuntos debatidos em várias esferas. A Psicologia desempenha um papel fundamental sobre esses temas, porque enxerga o indivíduo além de suas questões particulares, subjetivas, internas e individuais, também reconhece que estruturas e contextos sociais, ambientes e história de vida influenciam na saúde psicológica.

A campanha Janeiro Branco surgiu em 2014, influenciada pelas campanhas de conscientização sobre o câncer de mama (Outubro Rosa) e o câncer de próstata (Novembro Azul). Muitas doenças e diagnósticos no âmbito da sáude física impactam o emocional do paciente e de suas famílias, por isso cuidar do corpo e da mente se complementam. O mês e a cor escolhidos para a campanha sobre saúde mental remetem a ideia de reflexão sobre a vida, sobre o futuro, recomeços, estabelecer novos objetivos de vida, esperança, escolhas e mudanças necessárias para as pessoas se relacionarem melhor consigo mesmas.

Cuidar da saúde mental, ainda nos dias de hoje, é uma prática estigmatizada, alvo de preconceito, desinformação e inferiorização. Transtorno de ansiedade e depressão são muito frequentes no Brasil e os ambientes e as estruturas de trabalho possuem forte influência sobre o adoecimento da população. Olhar com atenção para os sinais físicos que o corpo apresenta, respeitar os momentos de descanso, expressar suas emoções, separar um momento do dia ou da semana para ter um tempo de qualidade com família ou amigos e para autocuidado.

Nesse sentido, saúde mental e bem-estar emocional tem relação com qualidade de vida, qualidade das relações interpessoais, nível de realização e satisfação pessoal e profissional, práticas de atividade física, lazer, desconexão, reflexão, diversão, ser fiel a quem você é, ter espaço para se expressar, demostrar seus sentimentos, emoções e opiniões, ter ou construir uma rede de apoio, ter direitos garantidos, sair de cenários de violência, fome e vulnerabilidade social. A conscientização e a prática dos cuidados sobre saúde mental é um compromisso individual, mas não deixa de ser um dever coletivo. Afinal, pessoas com a saúde mental em dia trabalham, produzem, consomem e vivem mais e melhor.

Em alguns momentos é possível que você não consiga cuidar da sua saúde mental sozinho, essa é a hora de pedir ajuda. Pedir ajuda pode ser difícil, você pode sentir vergonha, medo do julgamento ou da incompreensão. Deixar o outro te ajudar exige coragem e confiança. A ajuda vai permitir que você enxerge novos caminhos, soluções e possibilidades. Pedir ajuda é o primeiro passo para você entender que tem valor, é importante, merece viver, merece ser feliz, merece conquistar seus objetivos e que você é a pessoa mais importante da sua própria vida.

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Para o início do ano eu gostaria de te lembrar que…